segunda-feira, 24 de setembro de 2012

Um tal seminário sobre as "SOMBRAS"

É claro que fica mais fácil entender o que é  um seminário sobre culinária. Você nem precisa de muita informação para saber se ele lhe interessa ou para decidir se vai ou não participar. Mas um seminário sobre as nossas "SOMBRAS" soa, no mínimo, estranho. Mais parece algo místico, além de muito subjetivo para um mundo permeado pelas coisas objetivas. 

Antes de continuar, cabe aqui uma ressalva: tudo que é objetivo, absolutamente tudo, tem sua origem no SUBJETIVO. 

E não é preciso ir longe para entender, pois tudo que vemos à nossa volta nasceu de uma ideia, de um pensamento, de um desejo. Até a decisão de ir a um seminário sobre culinária nasceu assim. Em outras palavras, sem o subjetivo não existe objetivo. 



Bem, mas afinal o que é essa história de "SOMBRAS" ?
Todos sabemos que o nosso "ego" é uma falsa identidade que assumimos e por detrás dele está uma parte significativa de quem realmente somos. Esse "lugar" escondido na nossa mente podemos chamar metaforicamente de SOMBRA. Em outras palavras, nossa SOMBRA é a parte que escondemos dos outros ou reprimimos em nós mesmos, seja porque não queremos assumir essa realidade, seja porque somos inconscientes de sua existência. 

Nossa SOMBRA exerce constante influência em nossos desejos, pensamentos e atitudes. Ela é a responsável por atrairmos aquilo que não queremos e por tomarmos muitas decisões inadequadas. Nela também se origina aquele sentimento de pressão por mudanças, assim como sensações de ser "um peixe fora d'água" e de ter muito "azar".

Então o que temos de prático a fazer?
Se nossa SOMBRA é algo que não queremos assumir ou de difícil acesso, é óbvio que teremos de trazê-la para dentro da nossa consciência. Isso significa assumi-la e sobretudo compreender o que vai nela, uma vez que, na verdade, vai em nós. Portanto, reconhecer o que vai na nossa SOMBRA é acima de tudo um exercício de autoconhecimento. Esse conhecimento nos ajuda a compreender coisas que pensamos e fazemos, além de perceber as razões pelas quais tomamos decisões ou temos atitudes que não nos trazem nenhum resultado satisfatório. É como descobrir que a resposta "certa" para você é diferente daquilo que aprendeu a pensar que era o "certo".

Quando reconhecemos nossa SOMBRAcomeçamos a tomar decisões mais compatíveis com quem somos e conseguimos traçar planos mais verdadeiros para a nossa vida. Isso requer esforço e com a ajuda de alguma técnica pode-se alcançar resultados surpreendentemente eficazes.

Enfim, tudo que realizamos nasce no subjetivo da nossa existência. Se você der as costas à sua SOMBRA, é o mesmo que negar uma parte de si mesmo. Mas não pense que isso fica assim. Quanto mais se distanciar de sua SOMBRA mais poderosa ela se tornará e mais pressão ela exercerá sobre você até que seja notada.


Cansei de ouvir pessoas que diziam se conhecerem bem e ficarem surpresas após aprenderem a travar contato com suas SOMBRAS. E como todos nós sabemos, para termos uma vida muito melhor é preciso em primeiro lugar conhecer bem a si mesmo.


Mas não é porque você está lendo este texto que já dá para afirmar que um seminário sobre as SOMBRAS é algo "palpável". Ele continua sendo subjetivo. Só que agora você já sabe que reconhecendo o que está na sua SOMBRA, tal conhecimento produzirá reflexos objetivos na sua vida. O que torna o processo semelhante ao que as pessoas almejam quando participam de um seminário sobre culinária. 


by Dalton Cortucci


terça-feira, 11 de setembro de 2012

Na sua Sombra está a verdade.

A "sombra" é uma maneira de nos referenciarmos ao nosso lado não reconhecido da personalidade. 

O uso do termo não tem a pretensão de sugerir algo maléfico ou sinistro. A ideia básica é dar um significado real a algo que é pessoal e sobre o qual nos falta nitidez. Por essa razão, o emprego da metáfora usando uma "sombra" acaba sendo bastante sugestiva e adequada para fixarmos a ideia.

Mas se todos nós temos uma "sombra", ou seja, um lado pessoal que nos falta nitidez, então qual a vantagem de sabermos o que há nela?
Essa pergunta me foi feita por um participante de um seminário: a princípio julguei que a resposta era óbvia, mas o tempo me mostrou que a maioria das pessoas não tem ideia do que se pode obter se buscarmos "iluminar" o lado "sombrio" de nossa personalidade.

É fato que alguns já expressam alguma noção quando usam termos tais como: "meus demônios", ou "as malas que carrego", ou ainda "meu inquilino interno". Essas são pequenas percepções de que existe algo mais dentro de nós e que muitas vezes é confundido com "um outro" que não sou eu. 

A princípio essa confusão faz com que muitas pessoas recuem por temerem tocar em algo que desconhecem e que não podem prever as consequências. No entanto, muito pelo contrário, aqueles que ficam curiosos e dispostos a terem consciência de seus aspectos mais profundos, têm aí a oportunidade de sentirem-se melhor orientados, pois é isso que acontece a partir do momento em que entendem mais sobre seus sentimentos e desejos "escondidos".

Para aqueles que optam por não travar contato com sua própria sombra, até por julgarem ser mais conveniente, é importante ter em conta que a sombra se manifesta regularmente e sem aviso prévio. Como faz parte de nós, ela acaba por influenciar o nosso dia a dia e nos pressiona invariavelmente em todas as nossas decisões. Por consequência,  negar aquilo que somos simplesmente não adianta. Por outro lado, se soubermos o que somos e cuidarmos para que tenhamos o uso mais adequado desse conhecimento, isso acaba por tornar-se a chave para uma vida infinitamente melhor.

Trazer a nossa sombra à tona ou, se preferir, à luz da nossa consciência, é de fundamental importância, pois nela não só encontraremos a razão de muitos de nossos medos, mas também descobriremos muitos de nossos talentos e qualidades, os quais, pelos mais diferentes motivos, foram deixados de lado ou reprimidos. Esse fato por si só justifica a importância de conhecermos o que há em nossa sombra, pois nesse conhecimento encontram-se as pistas para promovermos as mudanças que desejamos. 

Em outras palavras, em nossa sombra reside a essência daquilo que somos e fazer as pazes com ela significa levá-la em consideração, respeitando-a como parte de nós mesmos, o que de fato ela é. 


- by Dalton Cortucci

(Um bom caminho para começar é o "ENEAGRAMA")


Leve para sua empresa ou instituição uma de nossas palestras ou workshops sobre Inteligência Emocional, Eneagrama e Coaching.

sexta-feira, 17 de agosto de 2012

Motivação e a eterna busca pelo prazer.

A gente vê na vitrine, gosta, compra, usa e sente-se bem. Em pouco tempo vai repetir o ciclo. Não é porque aquilo que tinha comprado antes deixou de ser bom, mas porque não lhe causa a mesma sensação de "sentir-se bem". 

E assim somos nós: seres na busca constante do "prazer", do "sentir-se bem". 

Todos sabemos que a alavanca que nos empurra nessa busca pelo prazer é o que chamamos de "motivação". Resumidamente, a motivação é o resultado do movimento provocado pelas nossas emoções.

Em outras palavras, quando estamos motivados significa que as emoções pelas quais estamos tomados são boas. Por outro lado, obviamente, quando estamos desmotivados, significa que fomos tomados por emoções ruins ou, pelo menos, não tão boas, a ponto de termos energia para mudar alguma coisa.
Bem, se funciona assim, então há uma salvação para quem se sente desmotivado: basta mudar as emoções ruins para emoções boas...é simples !!!
Simples? Claro que não é tão simples, mas, pelo menos, a gente sabe que é assim que funciona.

Na verdade todos nós conhecemos esse mecanismo de forma instintiva, pois nossa natureza exige sempre o prazer. Ou seja, sempre que nossa motivação diminui, nós demandamos um esforço quase automático para que ela volte. Essa reação usa recursos até dos mais imediatistas, tal como comprar uma roupa nova. 

Mas esse esforço, na maioria das vezes, não é suficiente para que a motivação reapareça. Além disso, todo esforço consome energia, o que gera cansaço e esse cansaço, o qual se confunde com preguiça ou desânimo, faz com que as pessoas tendam a permanecer onde estão, como se estivessem "enraizadas" na situação, seja ela profissional ou afetiva. 

Então o que fazer?
Sabemos que a chave é mudar as emoções, mas como fazer isso de forma consciente?

A resposta é difícil, mas a solução está longe de ser impossível: a saída está em variar aquilo que puder variar. Em termos práticos, variar significa mudar pensamentos e comportamentos de uma forma consciente.
Veja algumas coisas que você pode fazer para mudar pensamentos ou comportamentos que geram emoções ruins, as quais, por consequência, o deixam desmotivado:
  • Fique longe das músicas e dos lugares que fazem você lembrar dos bons e velhos tempos ou que relembrem aquela ou aquelas pessoas que saíram da sua vida, das quais tanto sente a falta. 
  • Evite assistir filmes dramáticos e tristes. 
  • Mude seus interlocutores para pessoas que não saibam tanto da sua vida, assim não correrá o risco de alguém trazer à pauta o seu problema. 
  • Tire uns dias e viaje para um lugar novo. 
  • Dê oportunidade para aquelas pessoas que estão sempre convidando você pra bater um papo. 
  • Leia notícias diferentes das que costuma ler. 
  • Não se compare a ninguém, aliás, a "grama do vizinho é sempre mais verde", lembra?
  • Quebre de vez em quando a rotina diária de alguma forma.
  • Estabeleça um objetivo que lhe traga algum prazer e dê o primeiro passo na sua direção. 
Por mais banal que alguns desses itens possam parecer, mudanças conscientes estimulam o cérebro, exigindo que ele trabalhe de uma forma diferente do "piloto automático" ao qual está submetido.

Aliás, não existe alguém que tenha saído de uma situação desmotivante sem que fizesse algo para mudá-la e isso é decisivo. Essa mudança é importante porque nossas crenças nos prendem a pensamentos e comportamentos que se repetem todo o tempo. 

Então faça uma lista do que pode mudar e cada item dela chame de objetivo, pois não existe motivação sem ter um. Em seguida, pegue um dos objetivos e dê o primeiro passo. O primeiro passo é importante porque o resultado dele já lhe trará algo diferente. Por menor que seja esse retorno, ele acenderá uma luz no fim do túnel.

E já que o assunto é motivação, assista ao vídeo sobre o assunto. Espero que goste.

by Dalton Cortucci




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terça-feira, 7 de agosto de 2012

Neurociência: Mudando um padrão indesejado.

Uma regra fundamental na Neurociência diz que "células nervosas acionadas juntas permanecem juntas". Se fizermos algo uma única vez, uma coleção de neurônios livres formará uma rede, mas quando alguma ação ocorre seguidamente as células nervosas desenvolvem uma conexão cada vez mais forte e se torna progressivamente mais fácil acionar aquela rede.

Se acionarmos repetidamente as redes neurais, os hábitos ficam cada vez mais estruturados no cérebro e se tornam difíceis de mudar. À medida que uma conexão é usada muitas vezes, ela fica mais forte e mais estabelecida. Isso pode ser uma vantagem, porque é assim que aprendemos e nos condicionamos.  Por outro lado, essa rigidez torna muito mais difícil se pretendermos mudar alguma coisa, caso esse aprendizado ou condicionamento nos traga algo indesejável.



Felizmente existe o reverso: células nervosas que não são acionadas juntas não permanecem juntas. Perdem o relacionamento de longo prazo. Toda vez que interrompemos o processo físico ou mental habitual refletido por uma rede neural, as células nervosas ou grupos de células ligados uns aos outros, começarão a desfazer seus relacionamentos. 

Analogamente, seria o mesmo que mudar de endereço afastando-se de seus vizinhos. Você se muda e promete mandar cartões postais para manter a amizade e contar o que anda fazendo. Mas com o passar do tempo passa a mandar somente no Natal e o relacionamento vai enfraquecendo. 

Esse efeito é um reflexo exato do que se passa dentro do cérebro; à medida que você pensa cada vez menos nos vizinhos, as conexões das redes neurais diminuem até não haver mais nenhuma conexão. Isso libera as células para formarem novas ligações provocando a quebra de antigos padrões.

Sendo assim, se houver alguma crença que o incomoda e/ou comportamento que desejaria mudar, mude o pensamento cada vez que a crença lhe vier à cabeça e/ou force um comportamento diferente quando se sentir impulsionado por aquele indesejado.

Um exemplo simples é aquela mania de pensar mal do outro só porque ele é melhor do que você em alguma coisa. Ou então aquele comentário descartável quando se sente tomado pela inveja. A saída é mudar sua atenção para outra coisa e fechar a boca, pois ao evitar a repetição disso quebrará o padrão e propiciará a criação de um novo e bem mais saudável.

by Dalton Cortucci


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sábado, 21 de julho de 2012

O conflito de gerações é uma oportunidade para a "Geração Y"

De acordo com a Antropologia: "uma cultura é a forma de vida de um grupo de pessoas, segundo comportamentos aprendidos e transmitidos de geração em geração por meio da língua falada e da simples imitação". 

O que hoje vivenciamos não chega a contrariar as teorias antropológicas, mas temos de admitir que a tecnologia advinda da Internet estabeleceu a mais rápida cultura que se tem registro, assim como a mais significativa geração até então registrada e hoje classificada pela Sociologia como "Geração Y".
Resumidamente, a "Geração Y" é composta pelas pessoas nascidas entre os anos de 1980 e 2000, período da eclosão arrebatadora da Internet. Os jovens desse período têm como principais características a facilidade de incorporar tecnologia em seu dia a dia, a capacidade de realizar múltiplas tarefas, a impaciência para carreiras profissionais lineares, a aversão a rotina, a preocupação com a qualidade de vida, a busca por uma rápida ascensão financeira, a defesa de causas sociais e a liberdade de criação.

Quando empregados, os profissionais da Geração Y são frequentemente caracterizados por um grande entusiasmo em estabelecer uma rede de contatos e pela facilidade de trabalhar de forma colaborativa.

Ironicamente, esse discernimento muitas vezes é confundido, a ponto de muitos os cognominarem de geração "sabe tudo". Entretanto, o que se vê no dia a dia é algo muito diferente do que sugere tal denominação: os jovens da Geração Y, além de entusiasmados e otimistas, têm um forte desejo de aprenderem para se desenvolverem como força de trabalho. De fato, nunca tivemos ao longo de nossa história tanta gente matriculada em cursos de graduação, pós-graduação, MBA, cursos técnicos e cursos avulsos. É um fenomeno exatamente contrário ao que se possa pensar acerca de uma geração "sabe-tudo".

Mas qual a origem desse tendencioso estereótipo?

Ocorre que nas empresas tradicionais muitos dos gestores forjados em gerações anteriores foram treinados de uma forma diferente. Por terem vivenciado tempos turbulentos sentem-se receosos diante de mudanças radicais, sejam elas de visão, sejam elas de comportamento. De fato, para não ser injusto, quem viveu profissionalmente as décadas de 90 e, principalmente, a de 80, gerenciar um grupo de pessoas com grande capacidade de se comunicar, além de muita confiança para tomar decisões e ainda com facilidade para interagir com parceiros no mundo todo, definitivamente, é um verdadeiro desafio.

Como diz a minha amiga Marla Bork: "O sofrimento nasce no momento em que insistimos ser uma linha reta num caminho repleto de curvas [...]". Em outras palavras, se os gestores mais experientes não se adaptarem aos novos tempos, usando para isso sensibilidade para administrar uma real situação de mudança comportamental, os resultados poderão levar essa relação com os jovens profissionais à um impasse. 


Mas como o mundo não vai parar diante de qualquer conflito de gerações, o gestor que nadar contra essa corrente se auto-condena. Por outro lado, como todos nós sabemos, em toda crise aparecem oportunidades: nessa hora elas brotam justamente para os líderes em formação dessa geração. Afinal, são eles os naturais sucessores na gestão das empresas. 

Outra oportunidade que se configura, tanto para os gestores das empresas tradicionais quanto para os jovens, é usar esse "espírito" empreendedor, também característico da Geração Y, para estabelecer alguns níveis de terceirização. Considerando que um "espírito" não se coloca na gaiola, uma boa saída para as empresas tradicionais é usufruir de toda essa energia através da terceirização, ao invés de consumi-la tentando impor regras de condicionamento a quem não se permite condicionar. Para os jovens empreendedores, o desafio de ter uma empresa não os atemoriza, pois nela estão depositados seus sonhos e objetivos, os quais, em sua maioria, não puderam presenciar concretizados por seus pais.

Enfim, o conflito de gerações entre profissionais sempre existiu e sempre existirá. E a coexistência pacífica acaba ocorrendo porque ambos os lados cedem um pouco. No entanto, o novo nunca cedeu menos que o velho, pois sabemos que o que virá sempre se sobreporá ao que está.

sábado, 14 de julho de 2012

Andando "parado" !


Quando olhamos a nossa rotina diária ninguém se vê parado, é claro. 
Ir para o trabalho, cuidar de uma casa, dos filhos, ir para a faculdade, enfim, todas essas atividades nos fazem sentir que estamos "andando".


Mas como somos relativistas, é inevitável que estejamos sempre comparando o momento presente em relação a um momento passado, e por essa razão esse monte de atividades em função do tempo indicam que estamos percorrendo algum tipo de caminho. 

No entanto, por mais que falemos sobre o que fizemos hoje em relação a ontem, são os resultados que, de fato, nos dão a sensação do quanto realmente caminhamos.

Tenho certeza que você já teve a sensação de "um fim de semana perdido", quando o resultado que esperava não foi o de se divertir ou descansar.

Já encontrei gente citando períodos da vida como "anos perdidos" ou "década perdida", quando referem-se aos passos que deixaram de dar na direção de um objetivo ou por não terem tido qualquer iniciativa de moverem-se da situação desconfortável em que se encontravam.

O fato é que estamos sempre correndo, isto é, nunca estamos parados, mas quando medimos os resultados não é raro ter a sensação de não ter ido a lugar algum. A rotina diária, por mais tempo que nos tenha consumido, simplesmente não nos levou a sair "relativamente" do lugar.

Não cabe culpa para a mesmice, mas cabe responsabilidade. Ter um objetivo não basta, é preciso ação. A responsabilidade da ação cabe a cada de um de nós e não aos outros.

Por isso, para sair da situação de "correria paralisante" que a rotina nos passa, é preciso um movimento diferente. Mesmo que esse movimento não resulte naquilo que esperávamos, certamente resultará em algo diferente do momento anterior.

Em termos práticos, quando se está diante de um quarto escuro é melhor ir direto ao interruptor e acender a luz, pois nossos pensamentos são grandes sabotadores e suficientemente criativos para nos fazerem recuar diante da escuridão.

Quantas vezes relutamos em fazer coisas e depois de feitas pensamos: "ah, se eu soubesse que seria tão simples teria feito antes."

Em outras palavras, a única forma de quebrar a sensação de estar "parado" na vida é agir. E agir de forma diferente. É a tal da "atitude". Só que tem gente que prefere reclamar a dar um passo e, nesse caso, a vida só está sendo coerente em manter o fulano andando "parado".




segunda-feira, 9 de julho de 2012

Não inclua os outros nos seus planos, pois o deles pode mudar.

Um cliente de Coaching me disse uma vez:
"Nenhum de meus filhos quer saber da empresa da nossa família. Será que não vou conseguir sequer morrer sossegado?".

É interessante como a gente imagina que aquilo que fizemos ou que fazemos é sempre a melhor escolha para os outros.

Obviamente, nossa forma de ser cria dificuldades para entender um pensamento diferente do nosso, sobretudo quando não tivemos experiência com ele. Por isso, aquilo que experimentamos acaba sendo a nossa receita para os filhos, para os amigos, ou mesmo para quem nos peça um conselho. 
Contudo, desejar que os outros sigam o mesmo caminho, o qual, para nós foi um sucesso, não passa de uma pretensão, pois nada garante que o destino que os outros desejam é o mesmo que um dia desejamos para nós.

Além disso, se nem nós somos confiáveis em entender nossos desejos e prever nossas reações, que dirá planejar alguma coisa que inclua os outros.

Quanta gente desejou ter um filho numa determinada profissão e para isso trabalhou com afinco para dar-lhe essa condição? Muitos conseguiram realizar esse sonho, mas muitos se frustraram, porque esqueceram de algo fundamental: seu filho não é você. Além disso, seu filho não está aqui para atender aos seus desejos, assim como você também não veio para atender aos desejos de seus pais.

O mesmo raciocínio vale para planejamentos afetivos, tais como encontrar o parceiro ideal, constituir uma família harmônica ou fazer uma romântica viagem.

De fato, planejar (e sonhar) é muito bom e nos motiva, mas desde que o façamos apenas considerando aquilo que podemos fazer por nós mesmos, sem esperar retorno por algo que fazemos pelos outros, o qual é apenas fruto de nosso desejo.

Será que existe algum problema em sonhar? 
Não, é claro que não. Mas desde que não cobremos dos outros nossos sonhos frustrados. Não podemos cobrar do outro ser o parceiro que sempre desejamos, assim como impedir uma eventual falta de harmonia entre os nossos filhos, ou que eles assumam a continuidade da empresa da família.

O fato é que muita gente vive sonhando e planejando coisas nas quais inclui os outros e quando os outros caem fora ficam reclamando e procurando culpados. Por isso, fazer as coisas por si mesmo é importantíssimo, mas considere que aquele que quiser acompanhá-lo deve também fazê-lo por si mesmo.

Na verdade, o mais importante compromisso é aquele que fazemos conosco, o resto é uma questão de administrar as situações que estejam fora de nosso alcance e ficar na torcida.

E tenha em mente que o dia em que você só esperar algo de si mesmo e nada além de si mesmo, vai perceber o quanto ainda lhe falta ser confiável para realizar aquilo que sonha e quanto os outros merecem de você a liberdade de escolha.

by Dalton Cortucci


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sábado, 30 de junho de 2012

Seus Objetivos são absurdos ou factíveis?

A maioria de nós tem objetivos na vida e bem sabemos que não é fácil de alcançá-los. 
Ao longo da caminhada encontramos imprevistos, obstáculos, dificuldades tão agudas que às vezes pensamos até em desistir. Muitas dessas dificuldades acontecem por falta de planejamento e acabam por nos fazer perder um tempo preciosíssimo.
De qualquer forma, o mais importante é a determinação e a persistência, as quais são condições básicas para se alcançar um objetivo. Isso todo mundo sabe.

Por outro lado, existem pessoas que têm objetivos, mas que foram definidos em meio à uma "onda". Normalmente são  objetivos frágeis, porque na ausência de saberem exatamente o que querem ou de conhecerem outras opções, elas seguem os outros. Seguem a corrente. É por isso que existe tanta gente que depois de alguns anos não aguenta mais o que está fazendo e quer mudar de carreira, de profissão, ou de negócio. Enfim, são pessoas que um dia acordam de um sonho, mas que não era delas, era dos outros.

Por fim, existem pessoas que simplesmente não têm objetivos. Elas vagueiam pra lá e pra cá e não têm a mínima ideia do que querem. E por não saberem o que querem não têm motivação para nada e ainda são chamadas de preguiçosas. Muitas dessas pessoas procuram algo pra ter um objetivo, ou seja, são pessoas cujo objetivo é ter um objetivo.

Para essas 3 situações: 
1) pessoas com objetivos definidos, mas que têm muita dificuldade para superar obstáculos; 
2) pessoas que têm objetivos definidos, mas definidos pelos outros;
3) pessoas que não têm objetivos e, portanto, não sabem o que fazer... 

...o que lhes falta é simplesmente "método". 

Método para planejar e superar obstáculos, método para validar se o objetivo que traçou é do seu real agrado, e método para descobrir o que  gostaria de fazer na vida para que possa traçar um objetivo.

No mundo de hoje, reconhecidamente, a melhor saída para situações desse tipo é o Coaching.  Aliás, ele está aí pra isso mesmo. 

Contudo, as pessoas ficam procurando soluções como se fôsse um analgésico que você toma e em alguns minutos ele resolve a dor de cabeça. Seja qual for a mudança que desejamos, não há como produzi-la como um salto quântico, isto é, você não passa de um ponto "A" para um ponto "B" sem passar por pontos intermediários. Esse imediatismo provoca julgamentos sem qualquer conhecimento de causa e por isso é preciso uma atitude com um algo mais: como naquela história do peixe que vive dentro da água e só quando ele sai dela é que percebe que existe um mundo além do mundo em que ele vive. 

A mensagem que quero passar é de que o Coaching está num mundo diferente, mas para que você saiba disso é preciso decidir olhar para outro mundo além daquele em que vive. Qualquer julgamento prévio sem vivenciá-lo não passa de uma simples teoria. 

Talvez não seja a hora de você colocar a cabeça "fora d'água" mas, certamente, esse dia chegará, e quando chegar considere o Coaching dentre as primeiras opções, assim você não perde muito do seu tempo com teorias.




terça-feira, 19 de junho de 2012

Responder às agressões ou ser emocionalmente inteligente ?


O que pensamos reflete-se na maneira como sentimos e que, por sua vez, determina a maneira como agimos.
Em outras palavras, a nossa atitude perante a vida é apenas a expressão do que pensamos.
Se não estamos bem, se não encontramos sentido na vida...a opção é MUDAR!
Mudarmos a maneira de pensar e, correspondentemente, mudarmos a maneira de sentir.
Quantas pessoas têm coragem de mudar, de enfrentar as crenças, os preconceitos, as normas e regras da Sociedade em que vivemos?
Quantas pessoas se atrevem a questionar as próprias atitudes?
Quantas pessoas se atrevem a ter coragem de mudar?
Em teoria, é fácil pensarmos que é necessário mudar! Mas, na prática, quando sentimos as dificuldades do dia a dia, quando nos deparamos com os obstáculos da própria vida, a situação é diferente! Na prática, será que temos mesmo a capacidade e coragem de mudar, não só a maneira de sentir, mas sobretudo de pensar?
Ou seja, perante uma agressão verbal ou física, quantas pessoas conseguem estar tranquilas e serenas nas reações? Quantas pessoas mantém o estado de serenidade perante essas mesmas dificuldades?
Quantas pessoas perderam a vida , em todos os sentidos, porque não foram inteligentes emocionalmente em resposta a uma agressão e reagiram apenas emocionalmente e institivamente?
Quantos sabem sempre reagir inteligentemente ao que sente e ao que pensa e que, por sua vez, irá se refletir em como age?
Quantas relações a dois desfeitas, tão somente porque as pessoas não souberam ser inteligentes emocionalmente nos relacionamentos?
Por outro lado, quantas armadilhas nos podem colocar, ao saberem que reagimos apenas numa desproporção emocional e sem inteligencia?
Manter a serenidade perante as dificuldades não é fácil, mas é possível!
O que se tem a ganhar?
Tudo!
Como se consegue? Trabalho interior! muito trabalho!
Primeiro, perceber que a nossa reação não é a mais adequada
Segundo, perceber como agimos.
Terceiro, trabalho, trabalho e mais trabalho diariamente
Só com perseverança conseguimos manter a serenidade perante uma situação de ansiedade e adrenalina evidentes.
Mas essa serenidade é compensadora em termos de paz interior, a tal paz que nos faz sentir de bem com a vida e alegria por estarmos vivos!  A tal paz interior que contribui decisivamente para a nossa felicidade .
O que teremos então a perder?
Ser Inteligente emocionalmente é um caminho para a paz interior e para a felicidade, e sinto-me feliz nesta caminhada.

- by António Ramalho

quinta-feira, 14 de junho de 2012

Dicas para viver com "Entusiasmo"

Já participei de seminários apresentados pelo Professor Marins, um antropólogo e consultor muito conhecido no meio empresarial. 

Além de considerá-lo brilhante, não resisti à uma recente publicação feita por ele, na qual dá dicas de como viver com entusiasmo. 


Tomo a liberdade de enunciá-la aqui; espero que apreciem:


10 DICAS DO PROF.MARINS PARA VIVER COM ENTUSIASMO


  1. Afaste-se de pessoas e fatos negativos;
  2. Valorize suas idéias e intuição. Acredite em você!
  3. Não reclame. Não fale mal dos outros;
  4. Cultive o bom humor, o sorriso, a alegria;
  5. Ouça agressivamente. Dê atenção às pessoas;
  6. Estenda a mão aos outros. Coopere. Participe;
  7. Comprometa-se. Faça mais do que esperam de você;
  8. Faça tudo com atenção aos detalhes;
  9. Cuide-se. Vista-se bem. Goste de sua imagem;
  10. Não chore. Decida-se a mudar a realidade. Aja!

(visite meu site: www.brcoaching.com.br )



terça-feira, 22 de maio de 2012

Autoconhecimento é fundamental para traçarmos nossos objetivos.

A maioria de nós investe muito mais no conhecimento intelectual do que no conhecimento sobre si próprio.

Isso é fruto de uma cultura que valoriza mais a capacidade que os diplomas sugerem que as pessoas têm, do que a capacidade que as pessoas têm de usufruir desse conhecimento em meio às outras e consigo mesmas.

Parece complicado, mas não é.
Para entender melhor basta olhar o que acontece dentro das empresas, pois nelas existe muita gente trabalhando no lugar errado e, pior ainda, fazendo coisas das quais não gostam. As consequências desse descompasso chegam com o tempo. Pessoas que não têm prazer no que fazem tendem a sentir stress, perdem a motivação e despertam rapidamente o desejo de pular fora. Isso quando não adoecem por conta dessa situação, o que torna o cenário ainda mais trágico.

Não estou fazendo uma crítica, é apenas uma observação de fácil constatação.

Num quadro comum como esse, o mais importante é detectar onde reside o problema e promover uma mudança. Só que a falta de conhecimento sobre nós mesmos provoca uma enorme dificuldade de encontrarmos a real origem do que se passa. Nesse caso, é muito comum atacarmos as fontes erradas. A consequência desse erro é que o ciclo se repete. Mesmo que a princípio façamos uma mudança que incorra num certo alívio, a qual sugira que acertamos, o problema acaba voltando, e aí alguém diz : "procure uma terapia, pois o problema não é o trabalho, é você!".

Bem, o que eu posso dizer é que já vi isso muitas, mas muitas vezes dentro das empresas.
E o que acontece são apenas consequências de erros que cometemos ao traçarmos nossos objetivos pessoais. Esses erros têm um alcance tão grande que vão desde a escolha de uma profissão até o que almejamos para os nossos relacionamentos afetivos.

Por isso, antes de se definir um objetivo é preciso conhecer mais sobre si mesmo. Essa premissa é que vai dizer se o objetivo lhe trará ou não real prazer. Embora nada possa garantir, pessoas que conhecem um pouco sobre mesmas têm uma probabilidade maior de acerto.

É importante não perdermos de vista o fato de que a motivação é aquilo que nos falta quando não há prazer. Por essa razão é fundamental persegui-la, e isso depende de nossas escolhas. Escolhas são "pessoais", ou seja, dependem da pessoa que somos, por isso é importante sabermos mais sobre nós mesmos e daí então buscarmos o nosso prazer no mundo em que vivemos.

- by Dalton Cortucci

Leve para sua empresa ou instituição uma de nossas palestras ou workshops sobre Inteligência Emocional, Eneagrama e Coaching.

quinta-feira, 17 de maio de 2012

"Fazer uma Mudança pode não ser tão difícil"

Promover uma mudança todo mundo quer, mas nem todo mundo sabe por onde começar e se é capaz de mudar.
Além disso, não é raro mudarmos algo e não obtermos o resultado desejado, isto porque nos enganamos naquilo que realmente desejávamos. Ou seja, atacamos o ponto errado, e daí passamos a acreditar que aquilo que queríamos não é possível ser alcançado.

Uma mudança é algo importante e não podemos desperdiçar esforços e nem tempo. Para isso é preciso estar certo do que esperamos colher após a mudança, e isso requer precisão naquilo que idealizamos e onde devemos atuar.

Esses movimentos requerem consciência e método, do contrário permanecem como sonhos, daqueles que são permanentemente adiados.

Pois eu proponho abordar esses desejos de mudança de uma forma mais consciente e precisa. Proponho um primeiro passo, muito além das teorias que comumente inventamos.

Aqui vai um convite para que você se motive aprendendo "o que" e "como" promover mudanças, e colocar em prática aquilo que até agora é apenas um sonho.


http://youtu.be/GDaqQf-Osvk

- by Dalton Cortucci

(visite meu site para mais informações: http://www.brcoaching.com.br/index_arquivos/Treinamento4.htm )



quinta-feira, 10 de maio de 2012

Ser mais crítico e menos deslumbrado é uma questão de sobrevivência.

Nunca gostei de coisas cercadas de pompa porque elas acabam por desviar a nossa atenção da essência daquilo que estamos vendo. Imagine, por exemplo, a Monalisa exposta num ponto de ônibus no centro de São Paulo. Sem dúvida que o quadro não teria o mesmo glamour da exposição num museu, embora se trate da mesma obra esteja onde estiver.

Isso nos leva à uma questão permanente: qual a influência que o ambiente tem naquilo que valorizamos?

A gente sabe que o valor das coisas é algo puramente pessoal, mas ninguém tem certeza do tamanho da influência exercida pelo ambiente na atribuição desse valor. De qualquer forma, uma coisa é certa: o ambiente faz diferença.

Se não fizesse, por qual razão as pessoas procurariam se vestir bem, terem casas e carros bonitos, estudarem em escolas renomadas e até escolherem profissões reconhecidamente mais "nobres"? É fato que o ambiente influencia os desejos e o comportamento das pessoas, mas até que ponto?

Esse é um perigo que ronda nossas vidas, desde que o homem descobriu que poderia valorizar a si mesmo usando recursos externos a ele.

Foi assim, por exemplo, que o mundo parou para assistir ao glamouroso casamento real de Charles e Diana. No entanto, toda a magia e pompa do ambiente não foi suficiente para evitar o desastroso relacionamento entre eles.



E já que estou usando a realeza como exemplo, se dermos uma olhada nas periódicas caçadas do rei Juan Carlos de Espanha, talvez tenhamos uma ideia do homem que se esconde por detrás de toda a pompa de sua monárquica posição. Após os escândalos da publicação das fotos sobre suas caçadas "licenciadas", qual seria o seu crédito se resolvesse  abraçar a causa da proteção aos animais?



Isso mostra que, a despeito do ambiente, o qual exerce influência em nossa atribuição de valores (tanto às pessoas quanto às coisas), existem, por outro lado, limites que quando ultrapassados só restará o próprio homem abraçado à sua essência, isto é, com suas virtudes e defeitos, seus desejos e ansiedades, sua bondade e maldade.

Salvo os exageros dos exemplos que usei citando a "pobre" realeza, todos os dias nós somos atraídos para fora da essência das coisas. Todos os dias somos convidados a reconhecer valores onde apenas uma parte desse valor lhes realmente caberia. Todos os dias estamos sujeitos às armadilhas das imagens, da pompa, dos apelos de consumo, das ofertas que parecem nos dar alguma vantagem.

Esses disfarces nos desviam a atenção da essência das coisas, tornando-nos muitas vezes complacentes ao convívio da hipocrisia e dos discursos vazios. É por isso que compramos tantas coisas que pouco nos servem. É por isso que pagamos altos preços por coisas que nos dão pouco prazer. É por isso que nos enganamos tanto com as pessoas.

Por isso, para aprendermos a buscar a essência das coisas é preciso evitar o deslumbre com as "embalagens". Isso requer que sejamos mais críticos, o que não significa desconfiados e tampouco avessos à beleza. Mas essa é a única forma para entendermos que algo realmente valioso não precisa contar com nada além dele mesmo. Assim seria a Monalisa no ponto de ônibus, se todos os passageiros tivessem a percepção de seu valor histórico e artístico.

Desenvolver essa percepção nos propicia cometer menos erros de avaliação e nos permite fazer melhores escolhas, as quais, sem dúvida, nos darão mais segurança diante do que "vemos" e do que sentimos.

Se olharmos para as situações procurando vê-las sem o deslumbre que as distorce, pode ser que isso seja a ponte que nos separa da felicidade e de um grande erro. Aprender a descortinar as "coisas" nos permite encontrar a verdade e sobretudo revelar as "pessoas" que sempre estão por detrás dela.

- by Dalton Cortucci

(Visite o meu site: www.brcoaching.com.br )


terça-feira, 1 de maio de 2012

"Coaching em Grupo" : do sonho à realidade.

Há alguns anos eu e uma amiga desenvolvemos a quatro mãos o workshop "Coaching em Grupo". A ideia era levar a metodologia do Coaching à um grupo heterogêneo de pessoas de uma forma diferente dos cursos profissionalizantes. Queríamos mostrar de ponta a ponta como funcionava um processo  de Coaching e ensinar às pessoas  algumas técnicas, para que pudessem aplicar imediatamente em suas vidas e ainda ajudar outras, se assim o quisessem.

Dalton Cortucci
Na época era um projeto inédito e arrojado, porque a maioria sequer sabia o que o Coaching significava. Além disso, o projeto vagava num "limbo" espremido pelos cursos profissionalizantes, cujos altos preços acabavam por colocar em dúvida o trabalho que oferecíamos.

Em resumo, era um sonho, daqueles quase impossíveis.


Mesmo com um cenário desfavorável e com a dúvida que o método sugeria, atingimos o nosso objetivo colhendo um feedback estimulante. Mais tarde, já sozinho, fui aperfeiçoando a dinâmica e tornando o workshop  mais curto e ainda mais eficaz. Hoje, posso afirmar que ele se tornou um sucesso, pois o feedback dos participantes me deixa à vontade para dizer isso.


O curioso é que o workshop nunca foi promovido em São Paulo de uma forma aberta ao público. Agora, finalmente, vamos fazê-lo, e todos, desde já, considerem-se convidados.

Os detalhes e a agenda você encontra no link:  http://migre.me/8Qt9Z

"A vida é contada pelos momentos marcantes, mas eles são apenas consequências. Aqui está uma oportunidade para gerá-los !"

- by Dalton Cortucci

quarta-feira, 25 de abril de 2012

Inteligência Emocional no Trabalho: sinônimo de bons resultados.

Não é de trabalhar que muitas pessoas reclamam, é do que está envolvido nele.
Todos sabemos que trabalhar é saudável, mas fatores tais como a pressão, os relacionamentos, as perspectivas, as condições e ferramentas de trabalho, além, é claro, do salário, influenciam sobremaneira nossa motivação. São por essas e várias outras razões que costumo dizer que não existem pessoas preguiçosas, o que existem são pessoas desmotivadas.



Os estudos de mais sucesso que abordam a motivação no trabalho existem há menos de 40 anos. Dentre eles destacam-se os trabalhos dos psicólogos Peter Salovey e John D. Mayer, os quais foram pioneiros na popularização do termo "Inteligência Emocional", isso por volta de 1990.  Cinco anos mais tarde, esse termo tornou-se conhecido mundialmente através do best seller de Daniel Goleman: "Inteligência Emocional - Por que que ela pode ser mais importante que o QI". De lá para cá o mundo corporativo passou a dar atenção aos fatores emocionais no trabalho, usando os princípios da Inteligência Emocional em contraposição ao centenário QI (Quoeficiente de Inteligência). Por isso, hoje é comum encontrarmos nas corporações o emprego do termo QE - Quoeficiente Emocional -  cunhado justamente para designar a resultante desses fatores emocionais.


Por outro lado, ironicamente, a principal razão para que as empresas se voltem para o monitoramento da satisfação de seus funcionários foi a massificação do uso da tecnologia. A tecnologia substituiu por máquinas os processos repetitivos, disponibilizando as pessoas para tarefas mais nobres, desde as mais qualificadas às mais criativas. Com essa mudança a atenção da empresas voltou-se para o estado emocional das pessoas, uma vez que, inequivocamente, o desempenho no trabalho está ligado diretamente a ele. Em resumo, as empresas passaram a zelar pelo "clima" do ambiente de trabalho, de forma que isso propicie um melhor exercício do mesmo.


Se não bastasse toda essa preocupação, o mundo de hoje insere nesse tempero uma pimenta ainda mais ardida: tratam-se dos jovens da chamada "Geração Y" (nascidos a partir dos anos 80). Essa geração tecnologicamente integrada e conectada,  tem como uma das principais características a impaciência. Isso exige das empresas um retorno muito rápido às suas aspirações, pois se não forem devidamente atendidos dentro do prazo que limitam suas satisfações, partem para a busca de novas oportunidades sem a menor cerimônia. Justamente por conta dessa volatilidade é que tanto se fala hoje em "retenção de talentos", aliás, tarefa nada fácil, dada a velocidade com que a informação se propaga e a quantidade de oportunidades que rapidamente surgem nesta era de informação digital.


Todo esse cenário torna o uso da Inteligência Emocional ainda mais importante, pois monitorar e avaliar a satisfação das pessoas dentro das empresas é de fundamental importância para o seu resultado. Isso também aumenta muito a responsabilidade dos líderes, os quais, finalmente, terão suas competências evidenciadas, descartando de vez aqueles sujeitos inábeis que são apenas "chefes".


Bem, se aqui falei mais sobre o que as empresas devem encarar, onde entra o lado dos funcionários?

Calma! A motivação para todo esse cuidado que as empresas têm são eles mesmos. Se o uso da Inteligência Emocional é um fator de sucesso para as empresas, e estas são constituídas por pessoas, então cabe a todos aprenderem com ela e aproveitarem essa situação da melhor maneira possível. Em outras palavras, cabe a todo e qualquer integrante de uma organização tornar-se o mais inteligente emocionalmente possível. O resultado satisfatório virá.

Por fim, pessoas emocionalmente inteligentes sabem que sem motivação nada sai do lugar e para entender melhor do que se compõe a Motivação assista ao vídeo a seguir.



Leve para sua empresa ou instituição uma de nossas palestras ou workshops sobre Inteligência Emocional, Eneagrama e Coaching.


sexta-feira, 13 de abril de 2012

Autoconhecimento é investimento ?


É mais fácil a gente decidir ir ao shopping center comprar um sapato novo para aquele evento daqui um mês, do que usar esse tempo, por exemplo, para ler um livro. Isso acontece porque decisões que envolvem fatores materiais têm um resultado previsível, enquanto, ao contrário, as imponderáveis são imprevisíveis. Em outras palavras, o sapato eu compro e uso, já o livro eu leio e ganho o que ? É claro que muitos vão encontrar respostas para justificar a leitura de um bom livro, mas bem sabemos que o nosso processo de escolha não funciona assim. Aquilo que é palpável acaba vindo sempre antes, enquanto aquilo que é subjetivo, dada sua imprecisão no resultado, tende a ser postergado ou nem entra na lista de nossas prioridades.


Isso é tão comum que até mesmo frequentar uma faculdade, cuja razão deveria ser o de obter conhecimento, funciona, de fato, como um investimento material, pois a ideia principal é agregar o diploma como um "bem material" ao nosso curriculum profissional.

A má notícia é que ao descartarmos as decisões consideradas subjetivas estamos postergando ou descartando muitos de nossos desejos e prazeres mais profundos, os quais, por desconhecimento, não conseguimos avaliar o quanto nos pressionam de uma forma inconsciente.

Em outras palavras, muita gente tem desejos que conscientemente não sabe quais são e isso faz com que  não se contente com nada. Mesmo cercando-se de bens ou de relações afetivas, a maioria superficiais ou emocionalmente dependentes, essas pessoas estão sempre voltadas para "coisas", a ponto de desenvolverem extrema ansiedade que as impede de fazerem algo bem feito.

Por consequência, chegamos à conclusão de que não existe investimento com maior prioridade do que conhecer a si próprio, pois sabendo como "funcionamos" e o que realmente desejamos, podemos tomar as melhores e mais adequadas decisões, sejam elas subjetivas ou materiais.

Por outro lado, se considerarmos a compra do sapato no shopping center e não considerarmos o livro, se considerarmos a festa e não considerarmos aquele "descanso" para refletir, se considerarmos aquele capítulo da novela e não considerarmos aquele encontro com pessoas de "cabeça diferente", é mais do que provável que estejamos descartando eventos que poderiam nos propiciar uma oportunidade de nos conduzir ao caminho que realmente buscamos. 

Por isso, trazer nossos fatores subjetivos à luz da nossa consciência, sobretudo dando-lhes o devido valor, é a única forma de encontrarmos algum equilíbrio entre o que está "fora" com o que está "dentro".

Em resumo, autoconhecimento significa  trazer para a consciência aquilo que não é visto mas sentido e, ao contrário do que pensamos, é um investimento com resultados precisos, os quais ainda não sabemos quais são até que saibamos quem realmente somos.

- by Dalton Cortucci

(visite meu site www.brcoaching.com.br )


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